14 agosto 2007

CAT SITTER



Para o que me havia de dar...
Neste momento, vejo-me na condição de CAT SITTER.
De uma Princesa. Sim, é assim que se chama a danada da gata.
Eu, que pugnava por ter a minha casa arranjadinha, já tenho cortinados com fiapos pendentes. Os sofás já começam a ter vestígios das unhas malditas.
A casa de banho, com areia a salpicar por todo o lado.
Os tapetes estão revirados.
Quando chego a casa, pareço um assaltante: entro de mansinho, ouvidos atentos, olhos revirados um para cada canto, porque a bicha teima em atacar-me traiçoeiramente, trepando-me a espinhela e cravando-me as unhacas.
Volteia, dispara para todo o sítio, ataca as sombras. Já dei com ela a mirar com olhar assassino a Vanda e o Asdrúbal.
Permiti, ingénuamente, que dormisse no meu quarto.
Asneira da grossa. Cada vez que me viro, ataca-me um dedo do pé, ou o joelho, ou brinca com a minha barriga, cravando-me as malditas garras. Passeia-se, até aqui impunemente, por cima de mim. Pudera, enquanto eu trabalho, a sostra dorme.
À noite, quero descansar, ela quer gozo.
De dia, faz-me perseguição serrada, torneando as minhas pernas e soltando mios ternurentos. Desloco-me como autómato, com o cuidado necessário para não lhe esborrachar as entranhas.
A Lurdes inventou o brinquedo mágico - uma bola de papel. Corre, escorrega, entra em derrapagem contra móveis e paredes. Voa atrás dela por toda a casa.
Limpo cócós e chichis.
Tenho que me levantar mais cedo, para dar comida e água fresca.
Está a ser assim a minha vida.
Mas compensa.
É linda. Terna. Bricalhona.

1 Comments:

Anonymous Anónimo said...

k animal bonito...parecido c o chefe

23:15  

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