Farrancho-Bicicleta
Todos os domingos eu e a minha mãe ia-mos jantar a casa dos meus tios que moravam na Rua Silva Porto. Era um ritual, uma obrigação que eu especialmente gostava de cumprir porque naquela altura gostava de passear na rua de mãos dadas com a minha saudosa mãe.Tinha 10 anos e era de certo modo um miudo com bichos carpinteiros. Não parava de perguntar à minha mãe porque não podia atravessar a rua de S. Dinis e fazia perrice quando não me comprava um saco de plástico cheio de miniaturas de plástico representativas dos carros da época.
Acima de tudo não entendia a dificuldade de comprar um objecto tão baratinho, uma vez que no seu interior moravam seis objectinhos de várias cores que deliciavam a minha imaginação e faziam despertar o roncar dos motores de carros adormecidos.
Franzino e a tremer quando, eu e a minha mãe, passavamos pela loja dos plásticos que comercializava esse tipo de artigos, dizia:
- Mãe compra, dá-me, estes carrinhos de plástico. São tão bonitos. Ouves o motor? Vês a cambota a girar e as rodas a rodar?
A minha mãe aflita argumentava que não podia comprar, que o dinheiro era pouco, que não podia esbanjar.
Mas eu não entendia e começava a chorar. As lágrimas eram tantas que a minha mãe sem saber o que fazer para me consolar, sem palavras me elevava no ar, me aconchegava no seu peito, e me dizia baixinho:
- Seu tonto. Porquê chorar tanto por uns carrinhos de plástico quando tu tens, em casa dos teus tios, um farrancho para divagar?
............Continua...................
Acima de tudo não entendia a dificuldade de comprar um objecto tão baratinho, uma vez que no seu interior moravam seis objectinhos de várias cores que deliciavam a minha imaginação e faziam despertar o roncar dos motores de carros adormecidos.
Franzino e a tremer quando, eu e a minha mãe, passavamos pela loja dos plásticos que comercializava esse tipo de artigos, dizia:
- Mãe compra, dá-me, estes carrinhos de plástico. São tão bonitos. Ouves o motor? Vês a cambota a girar e as rodas a rodar?
A minha mãe aflita argumentava que não podia comprar, que o dinheiro era pouco, que não podia esbanjar.
Mas eu não entendia e começava a chorar. As lágrimas eram tantas que a minha mãe sem saber o que fazer para me consolar, sem palavras me elevava no ar, me aconchegava no seu peito, e me dizia baixinho:
- Seu tonto. Porquê chorar tanto por uns carrinhos de plástico quando tu tens, em casa dos teus tios, um farrancho para divagar?
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