08 fevereiro 2004

Em S. Miguel da Carreira
Ao fogo da lareira
Contam-se histórias
Que nâo têm fim!
Uma delas reza assim:
Em tempos idos
Certos bandidos
Pilharam o galinheiro
E no galo deixaram
Um letreiro
" fiquei viúvo da meia noite para a uma "
E, entretanto
Mãe e filha
A pescar e a dormitar na ponte enferrujada
Que abraça o Porto e Gaia
Despreocupadas com o dia de amanhã
Sentiam o frio
Das ?guas g?lidas e humanas
" no aconchego dos cobertores,
usados e gastos "
Sentiam que a vida
O luar
A luz
Eram a mais valia!
E tudo o resto,
sem ofensa,
era TRETA!