24 março 2005

Fiz mais arrumações a livros antigos e encontrei uma relíquia minha.
Poemas que escrevi entre 1970 e 1973.
Vou começar a partilhá-los convosco.

Eis um deles:

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POEMA AINDA MAIS LOUCO QUE EU

Maldita inspiração que me abandona
nestes momentos de caneta.
Dou volta aos miolos.
Talvez esteja escondida em algum recanto
mais escuro do encéfalo…
É sempre assim.
Se tenho caneta –
foge-me a inspiração.
Quando estou inspirado –
não tenho caneta.
Quando tenho caneta
E inspiração –
não tenho papel.
Quando tenho papel,
então aproveito para me esconder eu,
porque não gosto de borrar
a poesia que trago nos dedos.


24/01/1972
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