16 agosto 2007

É de noite
Barro um pão
Aquecido com manteiga
Acrescento-lhe um pedacinho de fiambre
E sinto a delicia
O sabor, aroma e o odor
Que penetram na casa velha e fedorenta
Que caída de velha quer renascer.
De repente todos querem
Provar o gosto (des)conhecido e misterioso
Vindo do oriente conhecido
Sorrindo
Provo o ultimo gole
De um fluido único
Inesquecivel
Vindo de S. Miguel
E fumo o ultimo cigarro
Retirado do involucro que mata
Regresso à inocência das coisas
Das vindimas
Do sujar as pernas com o sangue vermelho
Do martelar a pia escorreita
Do dormir sem lavar os dentes
Sujos de ervilhas
E acordar com um sorriso na cara
E dores quanto bastam
Nas virilhas.