29 junho 2008

Pouca Matança

Nesta noite complicada
De medos desmedidos
Entrei de mão dada
Cambalido dos sentidos

De tudo fugi e não acreditei
Na bondade do sorriso
Do gesto amigo
Da própria lei

Tudo era inimigo

Um miserável mosquito
No escuro do quarto
Teimava em morrer
Nas mãos imaculadas do crime
Que o não queriam fazer

Tudo era inimigo

Entretanto acordei
E pelo sim e pelo não
Matei
Não um
mas todos os mosquitos
Que estavam a saborear o vinho tinto de sangue

Gostei de matar!