11 maio 2008

Carvalho

Adormeci no ventre da montanha ao som de um acordeão
Que contava histórias que não conhecia
E ajudava a voz perdida no vento dos lobos
A chegar de mansinho
Devagarinho
Ao covil das verdades
Que se vendiam
A bom preço
Nas feiras sem idades
Aonde nasceram mais seres
Que em quaisquer maternidades

Adormeci no aconchego de um peito de silicone
Dormi
Sem pesadelos
Sem medos
Dos fantasmas dos plasmas
Que plasmam a noite
E teimam em acordar
Os guerreiros que querem descançar
Num corriqueiro fim de semana