POLUIÇÃO
Finalmente, têm Papa. As pessoas que o desejavam.
Pela minha parte, também estou contente, porque aquela imagem poluitiva de um escape de salamandra instalada na Capela Sistina, que me incomodava durante largos minutos, fixa, em várias fases do dia, em tudo que era canal radio e televisivo, calou-se.
Era uma fuligem negra, tal como o "modus operandi" da Igreja Católica, amordaçante, antidemocrático, prepotente, machista e pecador, no sentido em que emperra as necessidades das pessoas, bloqueando os pensamentos, retroagindo o progresso, condenando as prevenções sexuais recomendadas, lavando corporativamente os desvios de boa parte dos seus seguidores que, pregando X, faziam Y. Impunemente, fabricando sobrinhas e afilhadas.
Lembro-me das críticas das sociedades ocidentais, ao modo como as mulheres muçulmanas são tratadas, sem direito a voto, sem direito a instrução, com uso obrigatório de véu, sem direito ao trabalho, à voz, aos cargos sacerdotais. Compará-las com as católicas em geral e as "freiras", em particular, só pode ser perversa imaginação minha.
Mas, finalmente, como por artes do Green Peace, a fumaça ficou branca. Igualmente poluente, mas mais "soft". Biliões tinham Papa.
Francamente não sei se os sacerdotes que laboram em África, na Ásia, na América do Sul, e noutros locais remotos, dedicando-se a causas nobres, de excluídos, esfomeados, em campos de guerra, em campos de morte, rejubilaram com a eleição do seu "chefe". Estou convicto que não. Sem televisões nem rádio, se a morte chega cedo, as notícias tardam.
Pena não ter sido nomeado o nosso portuga candidato. O Policarpo. Depois da Expo e do Euro, já precisamos de algo que nos encha o peito.
E, além do mais, Policarpo significa "o que tem, ou produz muitos frutos".
Seria bom presságio.
2005/04/19
Finalmente, têm Papa. As pessoas que o desejavam.
Pela minha parte, também estou contente, porque aquela imagem poluitiva de um escape de salamandra instalada na Capela Sistina, que me incomodava durante largos minutos, fixa, em várias fases do dia, em tudo que era canal radio e televisivo, calou-se.
Era uma fuligem negra, tal como o "modus operandi" da Igreja Católica, amordaçante, antidemocrático, prepotente, machista e pecador, no sentido em que emperra as necessidades das pessoas, bloqueando os pensamentos, retroagindo o progresso, condenando as prevenções sexuais recomendadas, lavando corporativamente os desvios de boa parte dos seus seguidores que, pregando X, faziam Y. Impunemente, fabricando sobrinhas e afilhadas.
Lembro-me das críticas das sociedades ocidentais, ao modo como as mulheres muçulmanas são tratadas, sem direito a voto, sem direito a instrução, com uso obrigatório de véu, sem direito ao trabalho, à voz, aos cargos sacerdotais. Compará-las com as católicas em geral e as "freiras", em particular, só pode ser perversa imaginação minha.
Mas, finalmente, como por artes do Green Peace, a fumaça ficou branca. Igualmente poluente, mas mais "soft". Biliões tinham Papa.
Francamente não sei se os sacerdotes que laboram em África, na Ásia, na América do Sul, e noutros locais remotos, dedicando-se a causas nobres, de excluídos, esfomeados, em campos de guerra, em campos de morte, rejubilaram com a eleição do seu "chefe". Estou convicto que não. Sem televisões nem rádio, se a morte chega cedo, as notícias tardam.
Pena não ter sido nomeado o nosso portuga candidato. O Policarpo. Depois da Expo e do Euro, já precisamos de algo que nos encha o peito.
E, além do mais, Policarpo significa "o que tem, ou produz muitos frutos".
Seria bom presságio.
2005/04/19

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