01 julho 2006

Não me perguntem

Depois de beber umas bejecas
No OFFIR
E falar com toda a gente
Que passava de lado
No passeio entrelaçado de cimento
E sob o olhar triste da lua
Entretido com olhar lânguido da empregada
Que indicava outros cantos da Casa
Implantados no atlântico
No solo do Santos
No baixo do Henrique
E no canto triste da Elena
Pus-me a ouvir os Zepp
E naquela música sentida
Sincopada de coração e guitarra
Dei por mim
A bater com pé no Chão
E com vontade de tocar violão
Dei por mim a cantar Womem
Dei por mim
Caido no meio do chão
A dormir o sono dos arcanjos
A ouvir o som dos banjos
Dos anjos
Do beija-mão
Do Reininho
E pus-me a pensar
Nos verdejantes de Leonte
Na subida ao Prado
Na estadia na Lagoa
Na tempestade
Na fúria do vento e da chuva
Que maltratava as pessoas decentes
E deixava de lado os indecentes
Que dormiam em camas resplandecentes
Com caras sorridentes
Martelos nas espigas
Persistência e zelo
Rostos trigueiros brincavam
Não com o vento
Mas com o frio
E cantavam no abrigo do pastor
Sinfonias de embalar
Com o nariz e o soprar
As motas ao longe a cavalar
A fugir
Abandonar!

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Dei por mim
A ouvir o made in qualquer lado
Dos Deep
Quando todas as pessoas lutavam nos seus sonhos
Com dragões e pessoas m´s
Que passavam na rua
Perto da Vilhena
A velha que vomita
Na noite do domingo
E o jovem que canta
No acordar do sino
Querendo ver ao longe
Muito longe
Muito longe, mesmo muito longe
As gajas de Ermesinde
Carambai

Enfeitiçado adormeci
Num abraço de veludo
Num abraço amigo
Num peito de uma mulher

E assim sendo
E seguindo os mais velhos
Que pereceram
Que respiraram
Na ânsia da pastilha elástica
Perdi as pistolas
Carregadas de chumbo
Pedras grossas
Pesadas
Assasinas
Que nada conhecem
A não ser a morte
E pressentindo no ar
O bater de uma porta de um carro
A desconfiança
De um charro
Um olhar
Acreditai
Em SMOKE ON THE WATER