Dia 11 de Setembro de 2007
Atirei a toalha vermelha para cima da areia da quebrada
Como a bandeira que depois de muitas guerras quer descansar
Adormecer e acordar num dia de paz mundial
Pousei com cuidado, a seu lado, a maleta preta da máquina fotográfica
E a carteira recheada de euros e cartões de plástico
Olhei à minha volta e só vi meninas morenas, bonitas, de olhos fechados
Que sonhavam com o principe encantado que do sol haveria de descer
Num gesto decidido e rápido
Venci os 50 metros que me afastavam do Atlântico
E num mergulho quase perfeito penetrei nas águas
Frias e quentes
Sujas e limpas
Sentindo o acariciar das rochas que por milimetros
Não me perfuraram o figado,o baço e as costas
Brinquei com as ondas e com os raios perdidos do sol
Falei com os peixes e informei o robalo que mandava naquele local
Que deveria ter mais cuidado
Com os pescadores que se encontravam mais a sul
Que com as suas longas canas e isco apetitoso e cobarde
Planeavam o jantar da meia noite ao redor da irmandade sem idade
Mas fiel ao ritual da fogueira
De onde o fogo vermelho e preto se perderia no meio dos gases emitidos pela refinaria
de Leça
E nadei!
Nadei perpendicularmente à praia até onde as forças me permitiram
Depois, como numa prova de natação, dei meia volta e regressei
Sem pressa, de barriga para o céu, e com sensação de missão cumprida
Depois ao chegar ao areal
Desenhei o teu rosto na areia molhada com uma pena de gaivota
Segui o teu rasto colocando os meus pés nos moldes deixados pelos teus
E não não te encontrei porque o destino assim o não quiz
E sendo assim perdi-me num poema de saramago
Onde o salmonde se junta ao tejo
Algures em azinhaga
E se perde nas suas mãos e nas minhas
Como a bandeira que depois de muitas guerras quer descansar
Adormecer e acordar num dia de paz mundial
Pousei com cuidado, a seu lado, a maleta preta da máquina fotográfica
E a carteira recheada de euros e cartões de plástico
Olhei à minha volta e só vi meninas morenas, bonitas, de olhos fechados
Que sonhavam com o principe encantado que do sol haveria de descer
Num gesto decidido e rápido
Venci os 50 metros que me afastavam do Atlântico
E num mergulho quase perfeito penetrei nas águas
Frias e quentes
Sujas e limpas
Sentindo o acariciar das rochas que por milimetros
Não me perfuraram o figado,o baço e as costas
Brinquei com as ondas e com os raios perdidos do sol
Falei com os peixes e informei o robalo que mandava naquele local
Que deveria ter mais cuidado
Com os pescadores que se encontravam mais a sul
Que com as suas longas canas e isco apetitoso e cobarde
Planeavam o jantar da meia noite ao redor da irmandade sem idade
Mas fiel ao ritual da fogueira
De onde o fogo vermelho e preto se perderia no meio dos gases emitidos pela refinaria
de Leça
E nadei!
Nadei perpendicularmente à praia até onde as forças me permitiram
Depois, como numa prova de natação, dei meia volta e regressei
Sem pressa, de barriga para o céu, e com sensação de missão cumprida
Depois ao chegar ao areal
Desenhei o teu rosto na areia molhada com uma pena de gaivota
Segui o teu rasto colocando os meus pés nos moldes deixados pelos teus
E não não te encontrei porque o destino assim o não quiz
E sendo assim perdi-me num poema de saramago
Onde o salmonde se junta ao tejo
Algures em azinhaga
E se perde nas suas mãos e nas minhas

1 Comments:
Ainda bem que te ficaste pelo Marreco.
Doutro modo, terias chuva e tempestade.
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