Na minha juventude joguei andebol
Não sendo alto nem de corpo musculado
Era forte na presença
Preferindo morrer
Que quebrar
Desistir
E do campo sair
Não vão falar de aspectos técnicos
Que para mim não levam a lado nenhum
Mas um dia fui convidado para jogar andebol a favor do liceu do antónio nobre~- Poeta esquecido e, talvez pouco estudado. Relutante aceitei porque sabia, de antemão, que a equipa era fraca e de pouca reacção.Da equipa adversária não me lembro...Da reacção da assistência não me esqueço. Não me esqueço porque quando derrubei em falta um adversário os espectadores estarrecidos levantaram-se e começaram a insultarem-me:
- Bandido, assassino, lingrinhas ... se te deito as mãos és um frango depenado....
E eu sem compreender nada e sem dizer nada, mas revoltado com tanta injustiça, levantei o dedo no ar...
Bendito o gesto e o dia da revolução.
Repentinamente um gajo de 1,90 m desce do cimo das bancadas
Com ele descem mais de 10 boazonas
E todos tentam encostar-me à grade da baliza
Na tentativa de me crucificarem no seu poste
Sem palavras derrubei o masmarracho
Num golpe simples de mão
Enquanto as boazonas petrificadas
Voaram ao meu encontro
aterrando no chão
Porque não encontraram o meu corpo
E eu disse:
Querem fiado?
Querem sofrer?
Sem pagar?
Mas ninguém respondeu
O masmarracho estava cheio de dores
As boazonas sem saber o que fazer
Começaram a dançar com os poucos jogadores
Que permaneciam no recinto pegajoso
A brincarem com os lábios e as linguas
Entretando despertas pelo clamor
Da violência sem pudor
Não sendo alto nem de corpo musculado
Era forte na presença
Preferindo morrer
Que quebrar
Desistir
E do campo sair
Não vão falar de aspectos técnicos
Que para mim não levam a lado nenhum
Mas um dia fui convidado para jogar andebol a favor do liceu do antónio nobre~- Poeta esquecido e, talvez pouco estudado. Relutante aceitei porque sabia, de antemão, que a equipa era fraca e de pouca reacção.Da equipa adversária não me lembro...Da reacção da assistência não me esqueço. Não me esqueço porque quando derrubei em falta um adversário os espectadores estarrecidos levantaram-se e começaram a insultarem-me:
- Bandido, assassino, lingrinhas ... se te deito as mãos és um frango depenado....
E eu sem compreender nada e sem dizer nada, mas revoltado com tanta injustiça, levantei o dedo no ar...
Bendito o gesto e o dia da revolução.
Repentinamente um gajo de 1,90 m desce do cimo das bancadas
Com ele descem mais de 10 boazonas
E todos tentam encostar-me à grade da baliza
Na tentativa de me crucificarem no seu poste
Sem palavras derrubei o masmarracho
Num golpe simples de mão
Enquanto as boazonas petrificadas
Voaram ao meu encontro
aterrando no chão
Porque não encontraram o meu corpo
E eu disse:
Querem fiado?
Querem sofrer?
Sem pagar?
Mas ninguém respondeu
O masmarracho estava cheio de dores
As boazonas sem saber o que fazer
Começaram a dançar com os poucos jogadores
Que permaneciam no recinto pegajoso
A brincarem com os lábios e as linguas
Entretando despertas pelo clamor
Da violência sem pudor

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