06 agosto 2008

Nasceu

Não preciso falar das acções que já fiz!
O certo é que nada fiz ...
Mas chamar-me de filha da policia e dizer que o filho era meu
Isso nunca.
E porquê?
Eu nunca fugi às minhas responsibilidades.
Sim não estou a falar de fugir, mas de ficar e de enfrentar os actos e as suas consequências.
Atenção que não quero ferir susceptibilidade de ninguém, mas o que é, e o que não é, não é.
Lembro-me de ...com ferros ferros e faz-te ao mar e não voltes.
Mas porra está-mos no século 21, chuva, pós,particulas, que esvoaçam da terra e se perdem no apetite das nunvens onde se ouve o grito estridente da barriga da Joana.
Joana é filha de um agricultor abastado da Quebrada.
Tem campos que a miopia não consegue abarcar.
Mas tem um coração de pano que se esfarrapa quando ouve a história do jovem V.

Não posso continuar, porque os donos da terra e do do alto milho para ração mandaram - me calar e ameaçaram-me com as fisgas contemporâneas que outrora me fizeram um furo no lábio superior.
Lembrei-me de uma tia brasileira que olhava para o sangue a saltar e nada fazia, porque nada havia a fazer.

Palavras para quê?

Vá-mos falar com o Tê?