Apenas me lembro das penas da gaivota
Que descuidada lançou uma pedrada
Na cabeça de um chefe adormecido
Numa praia de marrocos
Quente de areia e quente de água salgada
Que se perdia pela encosta do Ribatejo
Para os lados do Algarve.
Apenas me lembro das penas a arder
Numa chama lenta e continua
Parecendo um pôr de sol igual a muitos outros
E vi um um cadáver
Os bombeiros lá do sitio
Que não tinham nada que fazer
A lançarem baforadas
Jactos de água encanada.
Entretanto vi alguém a dizer:
Não façam nada
Esta luta é a minha
Quem não a tinar
É um grande filho da puta.
E gesticulava e gritava
Numa voz de tenor
Passando para uma de baritono
Quase sem sonhar no sono
E gritava e continuava a gritar:
Quem manda sou!
Eu perdoei
Porque me lembrei
De tudo aquilo que eu sei!
Que descuidada lançou uma pedrada
Na cabeça de um chefe adormecido
Numa praia de marrocos
Quente de areia e quente de água salgada
Que se perdia pela encosta do Ribatejo
Para os lados do Algarve.
Apenas me lembro das penas a arder
Numa chama lenta e continua
Parecendo um pôr de sol igual a muitos outros
E vi um um cadáver
Os bombeiros lá do sitio
Que não tinham nada que fazer
A lançarem baforadas
Jactos de água encanada.
Entretanto vi alguém a dizer:
Não façam nada
Esta luta é a minha
Quem não a tinar
É um grande filho da puta.
E gesticulava e gritava
Numa voz de tenor
Passando para uma de baritono
Quase sem sonhar no sono
E gritava e continuava a gritar:
Quem manda sou!
Eu perdoei
Porque me lembrei
De tudo aquilo que eu sei!

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