Falta de inspiração
Os pedaços do pão que ninguém quis
Perderem-se no pátio dos gritos
Nas sirenes
Que se perdiam nos avisos
Das pessoas amigas
Que acenavam ao longe os perigos
E afastavam os intrusos
Que de qualquer modo se armavam em ursos
Desatentos e sem alento
E adormeciam nos caixotes de lixo
Estacionados em qualquer sitio
Cheios de multas que ninguém pagava
Embalados pelo baixo da guitarra
Que não incomodava
Quando a criança que lançava no ar
Pombinhas
Que toda a gente quer matar
Lançava
Fitinhas de todas as cores
Que se perdiam nos amores
No barulho dos tambores
Nos esgares das dores
No silêncio
Do dia
E da noite
Que adormeceram
E
Escorregaram para o regaço
Da mãe
Terra?
Perderem-se no pátio dos gritos
Nas sirenes
Que se perdiam nos avisos
Das pessoas amigas
Que acenavam ao longe os perigos
E afastavam os intrusos
Que de qualquer modo se armavam em ursos
Desatentos e sem alento
E adormeciam nos caixotes de lixo
Estacionados em qualquer sitio
Cheios de multas que ninguém pagava
Embalados pelo baixo da guitarra
Que não incomodava
Quando a criança que lançava no ar
Pombinhas
Que toda a gente quer matar
Lançava
Fitinhas de todas as cores
Que se perdiam nos amores
No barulho dos tambores
Nos esgares das dores
No silêncio
Do dia
E da noite
Que adormeceram
E
Escorregaram para o regaço
Da mãe
Terra?

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