10 agosto 2008

Semidiário de um sábado de Agosto

Acordei pelas oito horas
Aborrecido e de certo modo triste
Passeei pela alegre mansarda
Sem saber o que fazer

Decidi fazer café
O café soltou-se num continuo borbulhar de cafeteira participante
Na festa do sábado descontraído
Onde se ouve o riso da criança que brinca escondida dos UV
De um sol desconhecido

Decidi
Vou visitar um amigo

Inês queres vir?

OK.
Mas tenho que comprar um caderno especial nos Loios

Aceito a condição.

Vou buscar o carro à garagem e espero por ti no largo que conheces bem
Ouvis-te?

Não ouço resposta pronta nem espero por ela e rapidamente saio de casa.
Segundos passaram apanhei a miúda no local combinado e sem grande seca, a verdade seja dita, apareceu um pouco despenteada e com um sorriso nos olhos e no rosto, que eu já não via há bastante tempo.

Sou um distraído!

Meti a primeira satisfeito e sem necessidade de ligar o rádio
Senti-me feliz de ter ao meu lado
A filha que sempre quis ter
E arranquei sem medos a temer.

......................

Não venhas tarde
Espero por ti na grande cidade
A fumar um charuto de Havana
Sentado na esplanada
Onde se sente a melodia do persistir
Dos acordes do sentir
Onde se sente o desejo de partir

Não venhas tarde