02 março 2008

Mais um charuto sem chama?

Não estou a precisar da reprimenda
Da jovem que nada conhece
Que não está pronta
Nem é nehuma santa
Mas que está pronta a dizer:
Não!
Não... bebas!

Fico a pensar porque não diz:
Não ... estudes!
Não fales
És um zero à direita

Óptimo!
Não por ter ideias
De esquerda ou da direita
Mas de não precisar premir o gatilho
Do revólver que não tenho.

Penso que falar
Disto e daquilo
É fácil
Fugir à policia é complicado
Chegar a casa sem cicatriz
Num rosto desfigurado
É dificil
Mas quer se queira
Quer não
É como manter um til
Numa letra
De um Gil
Ou pior
Numa letra
Escrita nuns óculos brancos
De onde surge a tal
Que não quer parecer
Mas que tem que ser.

E aí por, mais voltas redondas que a terra dê
A posição da mulher
É de pernas abertas
Não à espera de um filho
Castigo de um deus
Que niguém viu.

Mas É dela e de alguém
Que ela jura
É meu
Mais de ninguém...

Consigo entender a situação de um filho sem uma mãe, de um filho sem um pai, que nunca entendeu para além do fio
De um corta unhas
De uma navalha
Da lingua pontiaguda...

E vou fumar um charuto esquecido num sitio qualquer
Saio à rua e penso em ti!