Passei um dia de gato
O movimento nulo
O silêncio fulo
Despertaram em mim
O desejo de fugir
da tenda
do chão de terra dura
fustigado pela água do ribeiro
que contantemente me dizia:
- acorda!
- são 6:00 da manhã
Levantei-me
Fustiguei a barba espessa
e branca
Lavei-me com a ajuda
de um jarro de água
vinda da gruta escura
E olhando para o espelho mentiroso
do meu WC
Perguntei
- Problema ?
E ele nada disse
E eu pensei (Não existem problemas)
Despreocupado
Tomei café
Feito pour moi "Je "
fumei um cigarro comprado na Laurentina
Café da esquina
perdido nos cruzamentos das
Avenidas
Constituições
E Anteros de Quentais
E procurei
um relvado não molhado
onde pudesse novamente
descançar e porque não acampar?
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A ouvir a música:
- Não venhas tarde
Espera por mim....
Enquanto esperas
Não chores
Lança esferas
De todas as cores
E sente o cheiro do jasmim...
Acordei e perguntei
Ao cubo mágico
Aonde estou?
Para onde eu vou?
Ele firme e rijo
Num pedestal de lodo
Disse-me:
- A lado nenhum!
- Os ferros...
- Os aços
- O cimento
- A água
- Atrofiam o pensar
- Não há volta a dar
- Lê os filósofos
- Lê os matemáticos
- Talvez te possas safar
- Talvez não sejas um vencido da vida..
E eu francamente não percebi patavina.






