29 maio 2009

Hoje

Não me interessa o dia que já passou
Não me interessa o dia que há-de vir
Interessa-me o dia de hoje
Vou dormir bem?
Vou continuar a não me lembrar dos sonhos
Que gostava de contar aos meus bisnetos?
Quando acordar
Vou sentir
Não só fúria
E ira
Mas, também
O gozo de estar vivo?
Neste momento não sei.

27 maio 2009

Terça ou Quarta Feira?

Oliveira e Costa:
-Eu sei mais do que disse.
Miguel Cadilhe:
- O Oliveira e Costa não é nenhum Jesus Cristo
Dias Loureiro:
-Porra, no meio disto tudo, qual é o meu papel? Eu não sei nada de nada!
Valente:
- Prontos, já sei. No final das eleições, os impostos vão aumentar e eu vou ser um dos n cidadãos portugueses que vão ter que ajudar o Estado Português.
Que dor de cabeça, que sofrimento. A doença da despesa pública, da divida pública, do défice público martela como uma P a minha pobre cabeça. Por ironia não deixa de martelar e eu sei que isso me vai matar
Não de ódio
Mas de tédio
Não de vingança
Mas da dança
Da dança ancestral
Que celebra a vil matança
Da jovem oferecida
Sabe-se lá a quem

10 maio 2009

Acontecem

É o verão que chora sob a montanha
Perdido na solidão
Do cidadão

No som do clarinete e dos dedos que amaciam as cordas da guitarra que ganham vida na boca de quem diz o que deve dizer num crescendo de liberdade sem medo.

Venham eles!
Venham elas!

Venha a morte e que me leve para junto, não de Deus,mas daqueles que eu não amo,mas que me fazem sentir bem!

As coisas acontecem
Mesmo quando se adormece
Na carne da inocência
A escrever a liberdade
Que não é tua
E não é de ninguém

As coisas acontecem
Quer se queira ou não
Passam pelas portas estreitas
Das muralhas que nada defendem
E descansam na primeira pedra
Na mão de quem a atirar.

As coisas acontecem!

Sim ?ou? não

Pergunta a uma velhinha
Se alguém amou como ela
Na viela escancarada

Descarada!

Pergunta
Dos tiros que se perderam na alvenaria
Negra e Branca
Da alegria

Desperdiçada!

Pergunta
Do corpo emprestado de plástico
Sarcástico no lábio enviesado
Da voz atiçada

Alargada!

Pergunta se o perfume do nosso senhor
Que morreu por todos nós
Gosta do Cid

Mentiroso!

Pelo sim e pelo não
Lá vai:

Junto à praia
Nas dunas e canaviais
O vento soprava forte
Procuravas O amor
Abrias a porta sem avisar
E ficavas abraçada a mim
Sem falar
Pela vida vida fora.

Mentiroso!

Não querias mais nada.


Pela noite forte ficavas abraçada a mim

04 maio 2009

Proativo

Ser proativo é mais do que tomar a iniciativa.
É reconhecer que somos responsáveis pelas nossas próprias escolhas e que temos a liberdade de escolher com base em princípios e valores, mais do que em circunstâncias e condições.
As pessoas proativas são agentes da mudança e escolhem não ser vítimas, não ser reativas, nem pôr a culpa nos outros.

Stephen R. Covey