CARTA ABERTA AO BÚFALO
Búfalo!
Há 30 anos atrás resolveste pregar-nos um valente susto. Foste parar ao hospital, todo coitadinho, recebeste visitas, prendas, preocupações. Ias levar uma facada no renáculo para extrair um calhau que, dizias, te incomodava.
Pura tanga! Enganaste-nos, e aos médicos.
Saiste na maior, sem devolver as prendas e os mimos.
Desde então, tens continuado a concentrar as atenções de todos, prolongando o bluff:
- Então Búfalo? Estás melhor?
- Búfalo, como vai a pedra? Tens sofrido muito?
- Coitado! Tem passado um mau bocado!
- Está sempre de baixa... É a pedra...
Mas agora, tens um opositor à altura.
Também tenho calhau no rinoquete.
Mas, como "chefe" que se preza, não é uma, nem duas pedras. São várias. É o que se chama a "pedreira" do "chefe".
Enquanto, de ti, ainda ninguém viu sair nenhuma pedra, eu já espichei uma.
Agora sim, irás sofrer na pele ter-nos enganado este tempo todo.
As prendas ser-me-ão oferecidas a mim. As palavras de conforto serão para mim. De igual modo os telefonemas, as cartas, os email. Os peluches. Os beijos e abraços.
Finalmente, irás corroer-te todo com o arrependimento do falso alarme.
É bem feito!
Búfalo!
Há 30 anos atrás resolveste pregar-nos um valente susto. Foste parar ao hospital, todo coitadinho, recebeste visitas, prendas, preocupações. Ias levar uma facada no renáculo para extrair um calhau que, dizias, te incomodava.
Pura tanga! Enganaste-nos, e aos médicos.
Saiste na maior, sem devolver as prendas e os mimos.
Desde então, tens continuado a concentrar as atenções de todos, prolongando o bluff:
- Então Búfalo? Estás melhor?
- Búfalo, como vai a pedra? Tens sofrido muito?
- Coitado! Tem passado um mau bocado!
- Está sempre de baixa... É a pedra...
Mas agora, tens um opositor à altura.
Também tenho calhau no rinoquete.
Mas, como "chefe" que se preza, não é uma, nem duas pedras. São várias. É o que se chama a "pedreira" do "chefe".
Enquanto, de ti, ainda ninguém viu sair nenhuma pedra, eu já espichei uma.
Agora sim, irás sofrer na pele ter-nos enganado este tempo todo.
As prendas ser-me-ão oferecidas a mim. As palavras de conforto serão para mim. De igual modo os telefonemas, as cartas, os email. Os peluches. Os beijos e abraços.
Finalmente, irás corroer-te todo com o arrependimento do falso alarme.
É bem feito!

