30 janeiro 2008

Estive a pensar na juventude
Da falta de dinheiro
Da ausência do presente
Do olhar gasto na chama
Que o tempo gasta sem querer
Quando me lembrei do seguinte:
De morrer no fogo
Não só eu
Porque era considerado inglório
Mas comigo os milhares que têm consciência que só vegetam na lama
De onde não podem fugir
Nem sequer dar pequenos saltinhos
Peixinhos que nada fazem
senão abrir a boquinha
Sem sabor da saladinha
E que de barbatana dada
Brincam com o diabo
Fugindo das rochas pontiagudas
Que do leito enganado
espantam os mais audazes
Presos na infertilidade e em quatro vidros miseráveis
Eu penso num dia de glória
Onde milhares de pessoas
Sem necessidade de convites
Vão querer arder no adro de uma aldeia a escolher
E gritar bem alto
Eu tenho medo
Mas quero partir.
Quero arder nesta vida
E começo-me a rir dos homens e mulheres
Bombas
Porque é fácil desistir
Sim é fácil desistir
É fácil matar
Mas organizar um fogueira global...
De livre entrada
Pagava para ver...
Sem deuses e religiões...

50 minis

Bebi na menor 50 minis
Assisti sem querer às derrotas dos psis
Argumentei sem ganhar com os filhos pródigos
Que vão morrer aos 20 anos
Com uma bala disparada à queima roupa
Dá-me vontade de rir
De fazer 50 flexões
De subir ao pico evereste
E de descer fazendo um triplo levantado ao cubo
E de morrer soterrado em neve branca e quente
Dos trópicos vinda do nada
Escrevi e fiquei preplexo a olhar o que escrevi.
Disse para mim mesmo:
- mentiroso, grande mentiroso.
Nunca fugiste das saias da tua mãe.
Nunca lutas-te pelo amor da tua vida nem pelo teu oxigénio
Que nunca te abandonou.
És um vencido da vida!
Alto lá!
E para o baile!
Lembrei-me da Josefina que Há 30 anos ficou fula comigo
Quando disse que eu era um vencido da vida
Quando de repente a abandonei no Marquês de Pombal
E fui jantar um bacalhau num restaurante na constituição.
Nunca digeri bem esse bacalhau
E nunca mais vi essa rapariga bonita que se chamava josefina.
Estou, neste momento a pensar, que devo a mim mesmo
Retomar
Tentar
Encontrar pessoas que em tempos conheci
E gostei
Do olhar meigo e terno
Numa mira atenta e gasta
Da espingarda de chumbos
Que não mata
Mas cansa
A beleza fria do azul
Que não esquece...

23 janeiro 2008

Esquecimento

Somos os maiores a negociar!!!
E quando dá-mos por ela...
A virgem surge do nada
E todos
Homens e mulheres pôem-se a chorar
E a cantar...
Em tempos quase ouvi uma história
Incompleta
Que todos os homens de barba dura que se encontravam na taverna da ponte
A petiscar uns pedacitos de presunto entretido com o verde tinto da região
Afirmavam com a oscilação do pescoço
E reafirmavam com o estalar da lingua pontiaguda no céu da boca
A veracidade da transação
O jeito do negócio
A Lua estava redonda
Quando numa aldeia perdida do Marão
Um carro francês " boca de sapo "
Parou suavemente em frente à igreja do Deus
Que castigava as pessoas que não tinham o gosto do trabalho e não sentiam o gosto quente do mata bicho.
Sairam três pessoas aperaltadas , bem dispostas e decididas a fazer o negócio da das suas vidas.
Duas compravam e uma vendia.
O vendedor com um olhar triste e sonolento apontava para o imóvel que tinha uma varanda onde quatro reis de portugal vigiavam os barcos parados na corrente amiga do jovem tâmega, e dizia a tremer de emoção:
Vendo. Mas só vendo a vocemessês. A minha casa. A casa dos meus pais. A casa onde nasci... neste caos. Não, não posso permitir tanta degradação, tanta ruina....tanto abandono...
...Não posso continuar esta história porque de repente e num movimento de circulação forçada a ASAE entrou na taverna da ponte e prendeu com laços vermelhos e amarelos
as palavras que esvoaçavam no pouco ar que existia no espaço perdido das muralhas sem canhões.

Tufogesoumorres

São coisas da vida
Limpar o pó que persiste
Na janela da cabana perdida nos pinheiros da encosta da serra
São coisas da vida
Ouvir a voz gasta do profeta
O mundo vai acabar
Tu vais morrer
São coisas da vida
Ouvir a voz viril do soldado
Quando responde ao comandante
Fujo ou morro!
Tu foges ou morres!
Sim meu comandante
Se puder fujo
Senão escondo-me no morro
São coisas da vida
Entreter-me com estas coisas

PROS E CONTRAS

Transcrevo um post de "WEHAVEKAOSINTHEGARDEN" (http:\\wehavekaosinthegarden.blogspot.com)


"Acabei de ver o Prós e Contras e, por mais que tentasse, não conseguia olhar para o DGS Francisco George e não o ver como a imagem que dele fiz. Sei que não sou uma pessoa normal, que sou vítima de alucinações quando ouço certas pessoas a dizer certas coisas. Estou farto de falsos moralismos, de hipocrisias legislativas e palhaçadas legais, fico. Sou um cidadão e exijo ter o meu espaço de liberdade, não aceito ser tratado como um diletante nem viver com vergonha de gostar de queijo da serra, dos enchidos do fumeiro do Sr. Zé, dos rissóis da Dona Maria ou de fumar o meu cigarro. Acredito que muito disto possa passar pela inveja de ver outros ter prazeres que eles pelos vistos não conseguem ter, mas isso não lhes dá o direito mos retirarem. Nunca fui crente em Deus nem em fundamentalismos e não é agora que me vou vergar em adoração a um Deus do “saudável”, do “higiénico”, do acéptico. Cresci a brincar na terra, a jogar à boa na rua, a descer estradas em carrinhos de esferas, a meter as mãos sujas na boca. Tirando umas constipações e uma ou outra gripe, nunca estive doente, ganhei resistência. Hoje olho para esta sociedade e vejo toda esta limpeza e os nossos jovens carregados de alergias, a tomarem mais antibióticos num ano que eu em toda a minha vida e não posso deixar de perguntar se não estaremos a ver o problema de cabeça para baixo. Quem acredite que vai viver eternamente, tudo bem que viva, mas deixe-me ser um simples mortal que, nesta curta passagem por este mundo, não tenha que aturar os seus olhares inquisidores."

Aqui fica o comentário. Tirem as vossas conclusões. Eu já tirei as minhas.

16 janeiro 2008

Manipulador

Não estejam atentos
Que mais tardes ou mais cedo
Sem querer ou por querer
Vão ser uns grandes manipuladores
Porque!
Porque a vossa vontade é a maior é a verdade.
Já não se trata do porto e do benfica
nem do sporting
Trata-se do super ego
Daquele que faz tudo e perde-se numa cerveja miserável!
Numa água irascivel!
Digo isto porque experimentei a cerveja e a água e fiquei fulo
Com o mundo e com pessoas
Só me apetecia esmurrá-las
Pela sua burrice e pela minha estupidez
Estou farto de saber que estes pensamentos
Não levam a lado nemhum!
Porra, eu quero, no minimo ser cremado!
Não quero que as minhas cinzas sejam seladas
no mausoleu da familia
Não quero!
Mas o que eu quero?
Se ainda não me habituei a morrer de vez!
O certo é que
Vou voltar a não ter medo de ti
Nem do outro
Nem da outra
Voltar a ser
Nadar em qualquer oceano
E morrer de cansado
Fingido
Nuns braços de uma mulher
Que goste de mim
E ver
A vida a passar...

14 janeiro 2008

FUMADORES

Meus caros amigos fumadores:

Temos que recolher aos abrigos. Isto se não quizermos expôr o corpinho ao ataque implacável e desenfreado que nos estão a mover.
Não sei se por moda, foleira e parôla, a verdade é que esta inquisição do século XXI está para ficar.

Ainda hoje fui à garagem, e aos armários cá de casa, e consegui recolher alguma coisa que me poderá ser útil para iniciar a resistência.

Consegui encontrar uma velha pistola, ferrugenta, mas que com alguma paciência conseguirei recuperar.
Também recolhi um colete à prova de bala, já com uns furos de lutas anteriores, mas poderá fazer jeito.
Da cozinha, peguei num testo de uma grande panela, já sem uso. Dará um bom escudo.
A tudo isto juntei um cobertor e um saco-cama. Sim, que isto de tirar umas fumaças no exterior do café, ao frio e à chuva, dá cabo dos ossos e causa pneumonias.

BENFICA

Mourinho para o Benfica, JÁ!!!

12 janeiro 2008

SEXTAS-FEIRAS OFIRIANAS




As reuniões de sexta-feira sofreram alterações.

Tudo isto devido à recente lei parôla, estúpida e ditatorial, que não permite aos proprietários de cafés, restaurantes, e outros locais públicos, decidirem o ambiente que pretendem para as suas casas.
Fumadores, ou não, deveria ser-lhes dada a opção.

Mas não. Foi-lhes imposta a imposição de proibir.

Assim, resolvemos optar por locais que nos permitam fumar.

O eleito, à primeira abordagem, foi o café DIDI, do sr Gomes, onde a opção de fumar é facultativa.

Se, como espero, esta lei for dissolvida, regresseremos ao nosso local habitual - Café OFIR.

09 janeiro 2008

Será possivel

É bom que se saiba que as portas se fecharam à nuvem que teimosamente penetrava, silenciosamente,nos recantos dos quartos fechados pela censura inatacável do presente.
Hoje, estava a fumar um cigarro constrangido de medo diante da entrada do sitio modesto onde trabalho, quando uma cidadã portuguesa de cara sorridente e nariz arrebitado, me disse:
- Se não quiseres dormir ao relento, podes dormir na bagageira da carrinha que os meus pais me deram.No problem.
Estático, sem reacção reagi:
- Acenei e telepáticamente mandei um não problem.
Mas não gostei da minha atitude.Uma atitude de muito cachimbo de muita paz que não me deixava fazer fosse o que fosse.
E prontos, lá estava eu a rezar a um deus desconhecido, para me proteger dos bandidos (as) e acordar do pesadelo da rocha que esmaga os mais fortes e os mais fracos.
Que rola e esmaga os corações sofridos
Dos amantes eternos conhecidos em vilas
Perdidas nos vales do Guadiana
De mãos dadas
Olhares escondidos
Numa venesiana
De curvos sentidos
Que querem proteger dos raios malditos
Dos raios que trazem e transportam o maldizer
O gesto inocente de adormecer
O acordar ingénuo da manhã
Acompanhado de uns ovos mexidos na sertã
Será possivel?

05 janeiro 2008

O DIABO - parte 2

Não vou publicar o resto do filme.
Seria muito chocante para algumas pessoas ver a chacina que "o diabo" provocou nos pobres peixinhos.
A água tingida de sangue, pedaços de guelras e escamas espalhados pelo aquário, e a danada da gata a lamber a beiça, ainda com parte de uma barbatana a escorrer pelos bigodes, não seriam imagens para colocar neste blog.
No entanto, o filme existe, e poderei mostrá-lo em privado, a quem estiver interessado.

03 janeiro 2008

Pequena critica

" A Princesa (ou o Diabo, como alguns lhe chamam) está em minha casa ".
Alguém precisava de saber que o diabo estava em casa do Santos?
Qual a necessidade?
Os fantasmas andaram lá por casa. É certo! Existem fotografias que o comprovam. Mas o diabo?
Não acredito. Ele não se dá a essas visitas. Visitas de trazer por casa.
O gato nem é um gato de cor preta, daqueles que metem medo e que afugentam os mais audazes com as suas garrrrrrras de corte limpo.
É um gato simpático, inteligente e que se prontificou a ser o protagonista no filme " O caçador dos peixinhos vermelhinhos "
O que viram apenas foi o inicio da filmagem a que o realizador " O Santos " chamou de preâmbulo ou de introdução. No entanto a filmagem só terminou, digo para quem quer saber, com uma refeição de peixes, digna de qualquer restaurante de alto gabarito.
Bem sei, que os defensores aguerridos dos animais que eu tanto prezo, não permitem tais experiências, que além de inovadoras, são perigosas, para os animais que apenas querem obedecer ao dono e a mais ninguém.
Mas seria de interesse particular que se visse o filme mencionado na sua plenitude.

Sem mais,

Abraços para os homens e beijos para as meninas

Valente