30 outubro 2008

Casinha Pequenina

A modinha cantada com ternura pela Tida
Minha amiga
De longa data
Ficou no ouvido esquerdo
Que não ouvia
Do vizinho que não saia da janela
Nem do seu quarto caiado de branco

Mas eu, felizmente, a gravei no minusculo
Aparelho digital

E como não gosto de guardar, seja o que for, só para mim
Dou a conhecer
A modinha cantada com imensa ternura

Tu não te lembras da casinha pequenina
Onde o nosso amor nasceu
Tu não te lembras da casinha pequenina
Onde o nosso amor nasceu

Tinha um coqueiro do lado
Que coitado de saudade já morreu
Tinha um coqueiro do lado
Que coitado de saudade já morreu

Tu não te lembras das juras e perjuras
Que fizeste com fervor
Tu não te lembras das juras e perjuras
Que fizeste com fervor

Do teu beijo demorado prolongado
Que selou o nosso amor
Do teu beijo demorado prolongado
Que selou o nosso amor

Tu não te lembras do olhar que a meu pesar
Dou-te o adeus da despedida
Tu não te lembras do olhar que a meu pesar
Dou-te o adeus da despedida

Eu ficava tu partias tu sorrias
E eu chorei por toda a vida
Eu ficava tu partias tu sorrias
E eu chorei por toda a vida

29 outubro 2008

n/

PRACE
SIADAP
APOSENTAÇÃO
MOBILIDADE
CARREIRAS
PROGRESSÕES
DISCIPLINA

Estou cansado dos olhos
Azuis das espigas douradas
Presas na esfera
Presa na ponta do fio
Gasto pelo infinito do tempo
Do Faucoult.

04 outubro 2008

Paulo Abrunhosa

Abri o livro que tem por titulo o Diário De Um Dromedário na página 127

" Sempre que me bato em duelo
com um cogumelo
psicoactivo
é-me dificil, depois, saber se estou morto ou vivo "

Gostei!

Não me perguntem se foi pelo duelo
Que eu não vi
Se foi pelo cogumelo
Que eu não comi

Gostei!
Talvez?
Por estar vivo
Talvez?
Por conseguir
Sem esforço
Tirar prazer do que li
E de fazer a canoa
Que sem motor e sem vela
Feita apenas das palavras
Escritas no papel branco
Me levou a navegar
Pelo oceano azul e branco

Recomendo!

03 outubro 2008

OS VAMPIROS

Transcrevo um post do blog amigo "Wehavekaosinthegarden", com que concordo em absoluto:

Se alguém entrar em minha casa ou me assaltar na rua e me roubar as minhas economias é um “ladrão”. Se alguém permitir que outros o façam é cúmplice e por isso também ladrão. Há algum tempo iam presos, mas como a comida e o alojamento custavam dinheiro agora oferecem-lhes uma pulseira e mandam-nos para casa. Já se um banqueiro ou um politico roubar o dinheiro de poupanças ou aquele que foi junto durante uma vida de trabalho para assegurar uma pensão na velhice, é uma crise monetária. Os que roubam este dinheiro não vão presos, antes pelo contrário, recebem milionários prémios de desempenho. Encheram as contas offshores deles e de alguns amigos e governantes e, como paga, podem ir calmamente estender-se numa qualquer praia com um “Allgarve”, umas meninas ou meninos de todas as idades, (consoante os gostos) que os ajudem a passar o tempo e alguns campos de golfe onde podem ir combinando, entre duas pancadas, qual a próxima empresa onde irão sentar os seus balofos cus na cadeira da administração.