28 setembro 2008

Ouço os esquilos
Que se aventuram
Pé e mais pé
Nos meus terrenos de caça

Perguntam pelo chefe
Das tavernas recomendadas
Pelos entendidos do cozido
Bacalhau e ovo estrelado.

Não consigo olhar o céu
Azul inocente
Nem ouvir os grilos
Que nasceram nas traseiras da tua casa

Emocionado no explicar

Não consigo entender
O silêncio
Do meu olhar

Isto Passa!

Estou triste
Porque a menina dos meus olhos
Vai partir
Com uma mão
Pálida
A
Acenar
Num pôr de sol
Que conheço
E não consigo contrariar

Estou triste porque
Porque sempre fui o mau da fita

Estou triste porque

Porque não entendo
A vida concentrada na saia

Das 7 notas
Dos 7 coletes
Dos 7 Beijos

Dados no teu corpo abandonado

Guardados

Estou triste porque
Porque sempre fui o mau da fita

E não fui eu que entreguei os beijos

Guardados

No teu corpo abandonado?


Estou triste porque
Porque sempre fui o bom da fita
Não fiques quieta

Mexe o rabo

Mexe o mundo

Não fiques quieta

Dá o teu Abraço infinito

Dá o teu beijo curto

E ri com o solo da guitarra

Partida
Lançada por quem pode
Lançada por quem não pode

Mexe no mundo
Não chores
Não tenhas pena
Do outro
Nem de ti

Ri!
Ri de ti
Ri de mim
Ri do outro
Ri do mundo!

Mas não ofereças ao mundo

O teu silêncio
A tua tristeza
As tuas cervejas
E tão pouco
O teu amor
Não fiques quieta

Mexe o rabo

Mexe o mundo

Não fiques quieta

Dá o teu Abraço infinito

Dá o teu beijo curto

E ri com o solo da guitarra ...

muito tarde

Perdi o teu olhar

O meu olhar

Âncora

Navio
Duas rodas
Negadas
Por todos
Recusadas.

Vi!

E todos viram
O sol
Amigo
A falar
Contigo
Por muito que custe

Parte para o Sul

Não pares

Não sares a ferida

Que nunca tives-te!

Abraço

Lança o teu olhar
Nem que seja para o mar
Abraça o teu amor
Num abraço de estupor!

FIGAS

As figas
Deram cabo do lábio
Da menina
Apanhada na rede lançada de madrugada
Para o mar.

20 setembro 2008

Lição??

Por muito que seja aborrecido
Metido e bebido
Não peço desculpa a quem merece

E

Muito menos
A quem não merece

Não vou perder tempo
A olhar para o copo vazio
Do vizinho
Nem tão pouco
Tentar entender
o
Stress
Do
Amigo?

Colagem

Eva Cassidy

A tua voz é suave demais para o meu ouvido
Suave de mais
A culpa não é tua
É minha
Desculpa

Simon and Garfunkel

Bridge Over Troubled Water

Outras

Em sonhos agitados eu caminho só????

Paredes de alvenaria
Grafitti
Azul escuro
Visão
Que não tive
E
Tive
Silêncio da noite gelada em Infesta
Cheia de festa
Sem som
A melodia
Percorria as gotas da chuva
Do meu corpo
E do teu
Nesse tempo tudo estava em sintonia
O próprio ladrar do cão inimigo
Era um ladrar amigo
E um beijo
Era um beijo
Com paladar
Desconhecido

17 setembro 2008

Gritas ao ouvido

Mudaste o olhar
O sorriso gelou
O teu silêncio
Despertou
O torpor da vida
Sem/Com sabor

Gritas ao ouvido

Juntos!

Podemos fazer as nossas coisas
Arrumar os nossos trapos
Adormecer nos lençóis sujos
Fazer qualquer coisa
Rir da vida e da morte

Gritas ao ouvido

Juntos!
Podemos mergulhar na água fria do mar
Tens frio. Eu sei que sim
Mas esquece o frio
Eu tenho muito calor para dar

E

Continuas a cantar
Mas o ouvido está ferido
Lobo foragido
Quer uivar

Aos cãezinhos que adormecem numa saia bonita
No regaço da patroa
Da dona
Que não tem sonhos escuros
Que apenas gosta da terra que trabalha
Porque dela brota a vida
Livre de entulhos
Empecilhos
Sarilhos
Desatinos
Sem destinos........

Gritas ao ouvido

Eu quero ouvir
Quero entender...
Mas...
Perdoa....estes ouvidos cansados...

Spanish Guitar Solo

Encontrei, melhor, reencontrei um fado guardado na lista de músicas, cheia de pó, do Sting.

Ouvi atentamente e, francamente, gostei:

Uma coisa coisa estica a outra, e
Decidi tocar o ” Fields of Gold “ à viola:
………………..


You'll remember me when the west wind moves

Upon the fields of barley

You'll forget the sun in his jealous sky

As we walk in fields of gold
…………………

Assobiem !
É bonito?
É ou não é?

Querer???

Não tenho a esperança de uma vida melhor
Que tu sempre tiveste
Não tenho o amor que tu sempre guardaste
E com um sorriso nas pálpebras
O entregavas
A quem desconfiavas
E não amavas
Enfim
Vamos
P’ra cama
Faz-te mulher
E seja o que o nosso mundo
Quiser!

Last day Of The Summer

Tenho tempo.
Pela primeira vez, na minha vida
Tenho tempo para ouvir
O miar da gata
Que não desgruda do olhar castanho
Da miúda encostada
Na haste de um guarda-sol
Perdido em aventuras de um salvador
Moreno, risonho, perdido
No irrisório do vintém
No irrisório do metal
Na cama da sucata

Dá – me gozo ver a gata
Em passos felinos
Acompanhar as aves
Que perdidas no areal deserto
Me fitam no seu olhar perdido
Nas migalhas de pão esquecidas

Saltitam na água salgada
E querem que dance
Na enseada molhada
Dizem-me:

- É a uma última dança. Ninguém vai reparar.Não tens sete saias mas és leve e rodopias!

Dá-me gozo
Gosto de dançar
Gosto de estar
Gosto de brincar
Aos beijinhos no mar.

16 setembro 2008

PINK FLOYD - RICHARD WRIGHT

Morreu Richard Wright, o teclista dos Pink Floyd.
Para quem gosta de boa música, tem mais de 35 anos, bebe Super Bock, e tem sentimentos, é uma perda irreparável.
Quem não se lembra de "The Dark side of the Moon", ou "The Wall" ?
Fica aqui um registo dele, a solo, à moda de epitáfio (obrigado Youtube):

11 setembro 2008

Pequena ajuda para conhecer o sitio

Conhecem O Sitio?

07 setembro 2008

Praia deserta

Praia deserta
Ventos fortes
Gaivotas desatentas fitando as muralhas dos fortes
Que outrora defendiam a costa

A costa de portugal!

E dei por mim em dizer em voz alta:

- Gaivotas de boa memória
Lembrem-se da hospitalidade
Que de tenra idade
Vos acolheu nesta cidade - .........

E de repente, uma gaivota, que se entretia a molhar os tornozelos na água fria da Quebrada
Enfrentou o meu olhar perdido no horizonte
Veio ao meu encontro
E bicou os meus pés
Sem esperar pela resposta
E sem fugir espavorida
Deu meia volta
E lançou no ar o seu grito de vitória
Revoltado
Encolhi os ombros
Porque
Os meus pés não tinham culpa de nada
Abanei a cabeça
Respirei a maresia
E fiquei a mirar a praia deserta.

01 setembro 2008

Férias?

Levantei-me
E sem tomar o café para acordar
Desci à garagem para arrancar num " porche " de cor preta que só quer viajar e se perder nas curvas apertadas dos iluminados.
...Não posso explicar o que aconteceu
Só sei que nos zangámos e discutimos
Lembro-mo de lhe ter dado um murro nas " bentas " e de ter saído disparado pela janela que dá para o jardim protegido das palavras.
Silêncio e mais silêncio.
Perdido e num desalento que não consigo explicar decidi tomar um banho de mangueira e voltar a adormecer com mil (algumas ) mulheres na cama.
Acordei muito longe da aldeia que conheço,longe, num deserto. Num deserto, num país, num Benfica-Porto. Acordei com quem me leva os meus fantasmas e de quem me salva desta espada e onde me diz onde é a estrada.
Não entendi patavina, mas dei por mim a pensar " O que faço nesta pasmaceira "
Dei por mim a pensar que a vida não é nenhum jogo, ou pelo menos não é o jogo que pensava que era, simplesmente porque o grande glaciar já não é o que era. E porquê?
Só pode ser por causa do dióxido de carbono... da escuridão de um eclipse...ou das cinzas lançadas à chuva.
Só pode ser por causa da frase maldita " Tudo o que é bom acaba "
Mas, sinceramente, tudo o que é mau também acaba.
Onde está a verdade?
Onde está a mentira?
Não sei!