25 janeiro 2011

TEMPO

Já lá vão 7 anos!
Estive a rever alguns posts do início deste BLOG, que remonta a 1993.
As teclas escorriam melhor, porque estava entusiasmado com a escrita.
E saber que do lado de lá havia alguém que me iria ler.
Passados estes anos, já não sei quem lerá o que escrevo.
Mas também não importa.
Escrevo para mim.
Enquanto me dedico a partilhar com o PC, sei que respiro, e estou bem.
Só o Valente me vai acompanhando por estas paragens.
Penso que nem eu, nem ele, nos incomodamos por pregar no deserto.
Ofirianos, Santinveste?
Treta...

04 janeiro 2011

Vale o que vale

As aves cairam do céu aos milhares
Chocaram no solo
Morreram
Ou já estavam mortas
Cansadas de tanto voarem?

Os peixes
Nem todos
Morreram nas margens que desconheço
De tanto nadarem?

O Eurico morreu a lutar com uma grande espada
Contra os fantasmas que não largavam o altar da oração?

E nós,
Jovens
Velhos
Ainda mais jovens
Continuamos a morrer como moscas pretas e gordas
Só porque
Cheiramos
Saboreamos
O mel esquecido numa mesa de pernas tortas?

Deixem-me rir...
...
Está bem
Vou-me rir sózinho
Em frente ao muro de Jerusalém
No muro que tudo sabe?

E vou acreditar
Que não tenho medo
De dormir
Sentir
E acordar

Que
Mais vale só
Que mal acompanhado

Vale o que vale!

Estou a amolecer
A adormecer
A ouvir

Teach Your Children

Vale o que vale!

Mais vale tarde
Que Zen!