27 março 2010

Saúde

Saúde!

No quebrar do que vejo
No nadar infindável de piscinas
Em Matosinhos

Saúde!

Viver
Num projecto
Não projectado
Não pensado

Saúde!

No refogado
Das batatas adormecidas
Em azeite
De um preparado culinário

Saúde!

Na liberdade de um olhar
Que nos quer matar
Manietar
No silêncio de um quarto escuro e húmido

Saúde!

No respirar
O pó da indústria
Que morre
Nos pulmões da serra
Que rola
Pela encosta do sono

Aonde não habita o sonho?

Vou morrer um dia
Mas
Não sem antes de beijar
O rosto da vida que me deu a incerteza
Do teu olhar

Saúde!