17 maio 2008

Aconteceu

Muitas pessoas não acreditam que podem morrer a beber águas do luso.

Eu, também duvido.

O certo .............
Não é certo nem tão pouco no Bairro do Cerco...

Que as pessoas, são sempre, quer se faça justiça, ou não, uma boa história que os jornas que ganham um dia de sol, narram e se perdem em lágrimas sentidas que adormecem no riso da assistência.

O certo e não certo, é saber que em qualquer altura, em qualquer situação, numa atitude correcta e honesta todos fogem.

Não peçam mentiras nem milagres.

É vida é mesmo assim.

De facto e ponderando o real eu fico sempre a balouçar para o lado onde posso saltar sem me aleijar.

Se duvidarem perguntem à loura que me fitava com sorriso bonito,dura no cumprimento da lei,mas terna e doce de quem gosta de alguém.
Que dizia que não era ninguém
Que não tinha vintém
E que dizia que eu tinha de a sustentar!

E eu fugi a sete pés.

11 maio 2008

Carvalho

Adormeci no ventre da montanha ao som de um acordeão
Que contava histórias que não conhecia
E ajudava a voz perdida no vento dos lobos
A chegar de mansinho
Devagarinho
Ao covil das verdades
Que se vendiam
A bom preço
Nas feiras sem idades
Aonde nasceram mais seres
Que em quaisquer maternidades

Adormeci no aconchego de um peito de silicone
Dormi
Sem pesadelos
Sem medos
Dos fantasmas dos plasmas
Que plasmam a noite
E teimam em acordar
Os guerreiros que querem descançar
Num corriqueiro fim de semana

01 maio 2008

Nova mensagem

Não acreditem naquilo que eu vou dizer
Eu sou, simplesmente, um extraqualquercoisaterrestre
Que desceu por umas escadas que nunca mais acabavam
Vindas do céu
Não tenho a certeza
E como não tenho
Parto do principio que as escadas lacadas e pintadas de branco
Vinham do céu
E se perdiam no rio Sabor
Que de sabor nada tinha...
..........Vou chonar
............Não vou mais enconar
................Vou fumar mais um cigarro
....................Que um dia
eu sei
Me vai matar
Não moro no bairro do Aleixo
Nem tão pouco do Lagarteiro
Nem quero ter uma arma debaixo
Do travesseiro
Vou continuar a acreditar
Na chuva e no sol
Na mistura
Num banco de ripas de madeira
Onde o corpo se deita
E se perde no comprimento
Que de metros nunca mais acaba
Nem tão pouco na feira
Das vaidades
Aonde nunca estive
Nem penso ir.....