31 março 2005

Os Emigrantes regressaram ao seu País de acolhimento

O sol e o calor voltaram.

Porque vieram?

24 março 2005

Fiz mais arrumações a livros antigos e encontrei uma relíquia minha.
Poemas que escrevi entre 1970 e 1973.
Vou começar a partilhá-los convosco.

Eis um deles:

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POEMA AINDA MAIS LOUCO QUE EU

Maldita inspiração que me abandona
nestes momentos de caneta.
Dou volta aos miolos.
Talvez esteja escondida em algum recanto
mais escuro do encéfalo…
É sempre assim.
Se tenho caneta –
foge-me a inspiração.
Quando estou inspirado –
não tenho caneta.
Quando tenho caneta
E inspiração –
não tenho papel.
Quando tenho papel,
então aproveito para me esconder eu,
porque não gosto de borrar
a poesia que trago nos dedos.


24/01/1972
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15 março 2005


O cozinheiro
O Henrique surpreendeu.
Apanhou-se sem a Inês em casa, enfiou o avental, rapou do garrafão de tintol de Santo Tirso, e fez-nos um convite excepcional.
Costoletas "au vin vert", assim se chamava o petisco.
E que bom estava...
Mas também deu um toque especial, com um arroz malandrinho e couve flor com queijo gratinada.
Confesso-vos, de comer e chorar por mais.
Ainda hoje as lágrimas me escorrem pela cara abaixo.
Parabéns Henrique.
Convida sempre que quizeres.

07 março 2005

Vou iniciar hoje as crónicas de restaurante. É uma ideia com longo tempo, mas só agora vai passar a tomar forma.
São pensamentos que me vêm à cachimónia, enquanto almoço à semana, bebo um copo de tintol, não mais, porque depois retorno ao trabalho. Não que me preocupe o desempenho, mas o hálito. Se bebo demais, os colegas avaliam-me pelo perfumol que sai da goela, e não tanto pela postura pósrepasto.

Havia sempre uma desculpa. Ora não tinha caneta, ora papel.
Memorizar, não funcionava. A memória atraiçoava-me e depois não me lembrava do que queria partilhar convosco.

Decidi andar sempre com esferogaita e rapar de um guardanapo. E tomar notas. E, logo de seguida, publicá-las. É o que estou a fazer.

Estou no snack-bar Nautilius. Pegadinho ao Ginjal.
Vim cá por ser segunda-feira e haver bacalhau à moda de Braga.

Na mesa em frente estão sete putos (14 a 16 anos). Livros e cadernos amontoados numa só cadeira.
Pedidos - entre Cachorro Especial, Massa à Lavrador, Bacalhau e Costeletas. Uma dose para cada. Agora vamos às bebidas: três Águas sem gás e duas Coca-Cola. Álguém iria dividir os inocentes drinks.

Fiz comparação com os nossos jantares de sábado. Pratos a dividir, e n de botelhas. Tintol. Dividimos os comes, duplicamos os bebes, e não é água....

Quem quiser, comente....