15 dezembro 2009

Marques

Momento

... De tristeza
... De partida e despedida
... Para uma viagem incerta
... Para uma viagem certa
... De um amigo

Momento

... De lágrimas sentidas
... Nascidas
... Corridas
... Perdidas
... Escondidas
... Num adeus amigo

Momento

... De lembrança
... Mão estendida
... Olhar traquina
... Em qualquer esquina
... Sério e atento
... De amigo

Momento

... De uma promessa:
- Até qualquer dia !
Amigo!
Arruma a casa, que mais dia menos dia, todos nós, vá-mos fazer-te uma visita.

Marques!
Bem hajas, estejas onde estiveres.
Grande amigo!
Descansa em paz!

14 dezembro 2009

Valente


Esta imagem foi fotografada por um tipo, que não percebe nada de fotografia, mas por destino estava sentado numa qualquer cadeira do marreco, num dia cheio de SOL! e decidiu disparar a arma que tinha guardada na mala da mulher.

Lembrar

Lembro o som que se perdia nas baquetas que batiam no metal esquecido no jardim das estátuas de marfim.
Eram pancadas que martelavam os ouvidos dos pastores que tocavam as gaitas de beiços e se enamoravam e casavam com as lobas no cio da procriação das montanhas, riachos de pedras e cidades perdidas nas montanhas.

Lembro o som das pancadas na espiga que se queria levantar
Ela queria deixar uma tenda voar.
Lembro o som das rajadas do vento e do frio vindo do nada
Que feriam os dedos que lavavam na água fria
Pratos de metal sujos.
Lembro os sorrisos desenhados
Na zona dos prados
Sem pontes
Longe de desertos
Apertos
E
Lembro
A voz perdida no dedilhado do granito que se esvai num touro nascido em Sevilha?
Lembro a voz do meu amor que me dizia, ao longo dos anos :
- Quando o rio salta e a cerveja foge do copo estreito e não quer mergulhar nas noites frias do inverno sem neve que não conheces ... esquece ...

05 dezembro 2009

Estudo preocupado

Estudo

Séc. 16
- Despreocupadamente, na região do Douro com as mulheres, homens, clima e o solo que Deus lhe deu, os vinhos generosos, conhecidos pelos Vinhos de Lamego, libertavam os seus aromas aristocráticos pelo reino de Portugal. Criado em pequenos socalcos descalços, era cuidadosamente transportado para o resto de Portugal e Espanha (Castela).

Séc. 17

– A designação de Vinho de Porto, surge, pela primeira vez, em documentos de exportação deste precioso líquido para a Holanda.

Séc. 18

– Acordo comercial - Tratado de Methuen (1703). A vinha domina a paisagem da região. A ideia de produzir a todo o custo instala-se, surge a falsificação, a adulteração, a superprodução, o caos instala-se.
É urgente encontrar o equilíbrio da região, ou seja, resolver a insanidade instalada pelas pessoas?...Organizações?... de então, no território, outrora, risonho, e presentemente agreste e de futuro triste?
Assim, homens preocupados e duros contra o desistir, optimistas mas endurecidos pelo vento agreste das encostas do Douro, do tipo “ mais vale morrer que quebrar na primeira curva de Vila Real “, Luís Beleza de Andrade e frei João de Mansilha, propõem a Sebastião de Carvalho e Melo, a criação da instituição da Companhia Geral da Agricultura das Vinhas do Alto Douro…..
Em 10 de Setembro de 1756, o Marquês de Pombal (S.C.M), ciente da sua Missão, por alvará régio aprovou a criação da Companhia, com o objectivo de garantir a qualidade do produto, fixar os preços e estabelecer a demarcação da região vinhateira.

Mais um escrito que não vale nada

Já implorei, por amigos, quando estava no abismo.
Todos apareceram em conjunto.
De todos precisei
A nenhum implorei
Fui amigo
De peito
No fundo
Não dos rios e dos poços que conheço
Que desconheço
Mas da voz que de vez em quando ouço
Na sala de estudo
Da viola ouvida na RTP2
De quem quer
Saber
De quem quer
estar

Me ajudei
A fugir e a ficar longe
Dos tiroteios
Da vida.
Do leão que nunca vi
E nunca temi
Do fino de um violino
De uma mão consciente
Que descia e subia
Num ritmo consciente
Que me fazia chorar
E rir!
De felicidade!
Sem idade
Na velha cidade
Vida tão só
Mas tão bem tratada
O leite quente da manhã
A torrada num acordeão
E a voz?
De onde vem?
Fala-me de amor ... vou-te contar a história dos pinguins...
Fala-me do iceberg que vai derreter...vai explodir...

Conheço o caso mas não conheço o corpo, não conheço a voz maravilhosa que penetra no violino e me faz chorar sem saber porquê de ver as minhas mãos vermelhas, de muito se encontrarem.

A culpa é do gelo que está derreter e de uma viola…violino…violoncelo…por aí fora…do leão e da cigana que no seu olhar redondo de pálpebras cinzentas de feitiço lunar me fazem chorar,amar, e sonhar com as folhas castanhas deitadas, esquecidas, na água do lago esverdeado da arca de água.