30 novembro 2003

Está a ser um fim-de-semana em cheio.
Digo em cheio, porque me estou a preencher com novas sensações. A maior parte delas tem a ver com o reencontro de pessoas que já não via há porradas de tempo.

Não é que no livro de visitas dos OFIRIANOS aparece um comentário do Eduardo (das carrinhas, lembram-se?).
Toca a ver o endereço email e mandar umas bocas. Ele respondeu de imediato, trocamos uns bitaites pela net e um telefonema e, sextafeira, na confeitaria, lá estava ele. Tudo no espaço de dois dias. Ao fim de vinte anos, o site "OFIRIANOS" provocou este reencontro. Que bom. Espero que seja para durar.

Sábado, fui jantar com o Valente.
De repente, lembramo-nos de efectuar um telefonema. Para a Zu.
Acabados de sorver o último gole do café, lá fomos até casa dela.
Mais cerca de vinte anos volvidos, e revi a Zu.

Que fim de semana em cheio...


29 novembro 2003

Depois de uma ceia gostosa
Num café que poucos conhecem
Enfiei-me num dois cavalos
E voei
Rodopiei
Num céu molhado
Atolhado de anjos e arcanjos
Na tentiva de controlar
A entrada na electrolar...........
..........
Abrem-se as portas de ferro enferrujado
Nada está mudado
Luz que entra no quarto fechado
Bichinho da teia fintado
Ouve-se um fado
Sente-se um olhar tristonho
Como num sonho
Futuro risonho
..........
.....


24 novembro 2003

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AVISO À NAVEGAÇÃO

Para quem estiver interessado na informação, a Passagem de Ano 2003/2004, na Pensão Adelaide (Gerês), com um programa semelhante ao do ano passado, fica por :
- Casal ............. 225 €
- Pessoa .......... 150 €

Promete ser muitadivertida, muitanimada....

Outros programas começarão a ser divulgados.
Também se aceitam sugestões.

SANTINVESTE não dorme....


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22 novembro 2003

Sentir
O frio
Sentir
O quente
O aconchego
Do mondego
O olhar fixo de um cego
Numa guitarra sob a janela
Um lenço no estendal
Um dedo com um dedal
A desenhar rosinhas
Pretinhas
Nas pequeninas maminhas
de uma boneca
Encontrada num som perdido do sul.....



15 novembro 2003

Escrever num diário é dificil!
Deixar o receio, não digo o medo, de dar uma opinião ( ou dizer outra coisa qualquer ) numa gaveta da mesinha de cabeceira é cómodo.
Não discuto nem argumento
Apenas tenho consciência de que o homem e a mulher necessitam de, entre muitas coisas, de se amarem!
Posto isto,
Eis um escrito que me ocorreu na sequência de uma música que ouvi no rádio de um carro a cair de novo


Merda
Não peças nada
Uma noite
Desencantada
Encantada
Pouco tempo
Muito tempo
Vida
Quem sabe?
Merda
Não peças nada
Não agarres as palavras
Não enroles
Não te escondas
Descobre o tempo
E se descobrires
Entra sem medo
Sem receio
Confia
E
Luta
Merda
Não peças nada
O tempo não tem asas
Não leves a cidade
Ou
Leva
Se quiseres
Agarra
Puxa o cabelo
Acorda-me e Perde- te
Merda
Não peças nada
Porque o mundo é o mundo
E portas são portas
Janelas ,vidros
São o que o que são
....
Não peças nada

As borrachinhas voaram
E cairam no ar
E porquê?

Depois de muito procura...
No solo não não estavam.

11 novembro 2003

Isto hoje é que está a dar.
Não vos largo.
Pareço uma lapa, ou um cachorro a morder os tornozelotes.
Mas tenho que insistir no convite à participação neste blog...
Quero intercâmbio, discussão, bate-papo, ou bate outra coisa qualquer....
Mas batam aqui!...

10 novembro 2003

Já que falamos em épocas Natalícias, porque não pensar em épocas passagemdeanoícias?
Não há ideias?
Terá que que ser a pobre organização SANTINVESTE a decidir?
A sujeitar-se posteriormente às vossas críticas, por vezes malévolas?
Vamos lá!! Usem os poucos neurónios que vos restam e tentem pensar. Digo bem, tentem, porque para pensar a sério está SANTINVESTE...
Abrações e beijões à comunidade SANTINVESTE
(não levem a mal as provocações.....)


A Época Natalícia está à porta.
Nock! Nock!
É ela! É a Época que está a bater!!!

Fui abrir a porta, e, delicadamente, convidei-a a entar. Tomei a precaução de informar toda a gente da casa de que não era nenhuma "amiga", , mas a dita "Época".
Depois de a convidar a instalar-se cómodamente no sofá, iniciei a conversa:

- Então! A que devo a honra?!
- Venho cá para receber as encomendas do Pai Natal!
- Muito bem. Mas porquê do Pai Natal, e não da Mãe, da Tia, ou da Prima Natal?
- Sabe, é hábito ser assim...
- Mas porquê, por mil milhões de tornados, teremos que ser nós, os Pais, a pagar a factura???
- Porque é políticamente correcto.
- E o que é essa merda?
- É a tradição...
- E essa tradição não consegue ser mais imaginativa, com uma Prima Natal, boazona, corpo escultural, com mamas atraentes, deslocando-se de Ferrari com pneus Pirelli anti-neve, com a bagageira perfeitamente desenhada e transportando alguns presentes, não muitos, para não deformar as curvas?
- Bem...
- Assim até os Pais se ofereceriam para penduras das Primas, ajudando a distribuição...
- Claro...
- E poderiam puxar pelos cordões à bolsa.
- Sim, entendo...
- Então, tratem lá de mudar a tradição, dar uma grande volta às vossas cabecitas, e ponham o Pai no devido lugar. Participante, mas não necessáriamente pagante.
- Vou levar a mensagem ao meu chefe, o Menino Jesus...
- Mas porque há-de ser um puto, um menino, a liderar os processos?
- Porque ele é que controla os presentes... Eu cá só controlo as entregas... Pelo telemóvel indico as moradas ao Pai Natal, ele faz a distribuição, lideradas por outsourcing, e eu recebo uma pequena percentagem...
- Pois bem, Época, vais dizer ao teu chefe que, a partir de hoje, não há mais Pai Natal.
- Direi, se assim quizer. Mas, e quem o irá substituir?...
- A Mãe!!! Ela que se atravesse. Que compre, que pague, que decida. E que deixe para o Pai os agradecimentos. Já é tempo....
Estive a arrumar a mesinha de cabeceira (Sabem o qué? É o sítio onde pousamos a carteira, os cigarros, os papéis inúteis, as chaves do carro, da casa, e mais um monte de merda que só incomoda), e encontrei um papel, antigo, resultado de algum devaneio de que já não me lembro, mas que vou compartilhá-lo convosco.
Então, aqui vai:

"Hoje sinto-me revoltado.
Tal como ontem.
E anteontem também!
Afinal, já me sinto assim há algum tempo.
Pensando melhor, porquê?
Será porque a garrafa de cerveja acabou? Não! Tenho mais no frigorífico.
Será porque bebi demais? Não! Estou em casa, não penso sair, não podem tirar-me a carta de condução.
E amanhã? A dor de cabeça?
Que se lixe. Amanhã veremos.
Então porque será?
Por não me deixarem vêr futebol na televisão? Por não me deixarem ver o "canal 26"?
Também não.
O que verdadeiramente me preocupa, é estar fodido sem saber porquê!!"


09 novembro 2003

Ah, ganda Valente!
Sinto-me muito honrado por alojar neste blogg a tua inspiração.
Mas, por favor, continua e faz vêr a todos que este espaço está aberto, à espera ...
Escrevam o que vos der na real gana.
Protestem, insultem, publiquem pensamentos, poesia, mal-dizer.
Mas venham....

07 novembro 2003

Não dizem nada?!


Não dizem nada?!

O chefe não diz nada?
E a passagem de ano?

Um dia frio
Uma caminhada
Uma alegria sentida
Não escondida

Levantar
Fotagrafar
...Disparos...
Sem parar

Uma velhota
Apareceu do ar
Aterrou no chão
Quis entrar
Na discoteca do local

Uma mão forte e sem pudor
Agarrou-a pelo saiote
Era da noite
...Era uma tola...

05 novembro 2003

É triste, muito triste
Ver algo que se construiu
( fotografia, investigação e escrita )
Em cinzas e disperso no vento
...
Não estou zangado
Mas alerto
É preciso ter cuidado
Com a sensibilidade
Perdida no deserto

04 novembro 2003

Não sei o que fiz, ou que deixaste de fazer.
Juro, Valente, que cheguei a vislumbrar algo que escreveste neste blog.
Daí, a minha resposta.
Mas, apagou-se.

Por favor, repete.

02 novembro 2003

Que bom teres aparecido. Prova que é possível, a todos os que quizerem, entrar nesta troca de ideias.

Valente: a tua omoplata estará sempre presente.

Mas revela a tua fotografia...