29 novembro 2006

Turquia

A Turquia engoliu um sapo.
Ou melhor,papou um "Papa".
Os interesses em jogo são tantos, que o 1º ministro turco ajudou a estender a passadeira vermelha, num verdadeiro flic-flac de costas em relação a declarações anteriores.
É a conjugação de um veneno com o seu antídoto.
A Europa quer um trampolim para a comunidade Islâmica, e a Turquia quer entrar no grupo dos hamburgers, telemóveis, iogurtes, playstation e, claro, euros.
Que tenham um feliz casamento...

27 novembro 2006

Animais da Quinta


Meninos:
A Associação Animais da Quinta possui um canil onde aloja vários cães vítimas de abandono ou acidente.
As últimas chuvadas e ventania provocaram danos gravíssimos no seu alojamento,o que levou à sua desalocação para um hotel canino, com custos elevadíssimos.
Se já lutavam com dificuldades financeiras, estas agravaram-se substancialmente.

Vão organizar um concerto de beneficência no próximo dia 1 de Dezembro, no bar Sublime,na zona industrial do Porto.

A entrada custa apenas 3 euros, e podem divertir-se com o grupo "curt & grosso".

Apareçam. Se puderem, tragam ainda ração ou agasalhos(cobertores velhos,almofadas,etc)

Aqui fica o endereço:

Sublime Caffe
Zona Industrial do Porto
R Eng Ferreira Dias, 1173

25 novembro 2006

TRIBUTO A UMA DAS MAIORES BANDAS DE TODOS OS TEMPOS

13 novembro 2006

Os velhos no jardim
De soslaio olham para mim
Bandido
Mata oito
Mata sete
Ai de mim
Contido
Espremido contra uma parede
E uma naifa no pescoço
Rebentei pelas costuras
E dei por mim
A nadar no esgoto
A esbracejar na piscina de meio metro
E a dizer
Quantos são
Venham eles
E como eles não deram sinal
Com medo e receio
Insisti e enfrentei
Venham elas!
E elas vieram cheias de peixes
E condimentos
E com muitos sentimentos
E eu claro
Arrecadei
Aguentei
O peso de tanto querer
E nada como
Uma fogueira
Um fogacho
Uma sardinha
Um afago
Uma castanha
Bem assada
Na altura de uma montanha
Como se eu fosse de fazer
Tal façanha
Ai de mim
Ganhar no jogos que os velhos do jardim
Têm para jogar
No recordar
Das vitórias
Nunca esquecidas
Que persistem a olhar para mim
E uma peça metálica que voa no ar
Que acerta sem querer
Num pedestal
E se arrasta no chão
A implorar!

Perdição

Tentei e não consegui
Espremer o sumo que quero de ti
Quero limão
Conceição
Beijocão
E só sai de ti
Perdição
Maldição.

05 novembro 2006

Insegurança

Olhei o vermelho escondido
Num azul
Perdido em lutas
De gaivotas famintas
Que ao longe
Me confundiram
E brincaram
No seu seu voo laminar
Perfurante e belo
olhando de soslaio
Para o papel de gelado
Esquecido no grão de areia
E partiram
Sem um acenar
De asa partida
Orgulhosas na sua ventura.